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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ANO NOVO


Poema de Stela Camara Dubois, extraído de Florilégio Cristão

De cada dia a aurora renovada

Rompe da noite os negrejantes véus;

Sobre tufões, soalheiras e escarcéus,

A primavera surge, transformada.

Rejuvenesce a arvore, enflorada;

Apos as nuvens, se clareiam os céus;

E so se apossa o herói dos seus troféus

Sobre as ruínas da luta encarniçada!

O Ano Novo tem asas de esperanças!

Trajado vem com as vestes das bonança,

Que algemas quebram e anulam desenganos,

Para gritar, por vezes repetidas:

Fazei, dentro das vidas, novas vidas,

Dentro dos anos, outros novos anos!

domingo, 16 de dezembro de 2012

NATAL

Poema de Brant Horta
Extraído de Florilégio Cristão

Jesus nasceu!

Num pequeno E humilde leito de feno,
Ei-lo coberto de luz.
É a luz do bem, da humildade,

Que envolve de claridade
O pequenino Jesus.
Natal! Natal! Que alegria!

Pastores em romaria
Vêm aos pés do Redentor.
E os reis Magos, enlevados,
Chegam de longe, guiados Pela estrela do pastor.
Não vem ao mundo num leito
De púrpura e de ouro feito,
Por entre pompas, mas eis
Que nasce pobre, sem manto
Que o envolva, sendo, no entanto,
Maior que todos os reis.
Rebanhos, flores e, em bando,

As aves vão proclamando:
— Cristo acaba de nascer!
Herodes, grande e potente,

Manda matar o inocente,
Mas Jesus tem mais poder.
Nasceu Jesus!

Todo o mundo Vai ver o poder fecundo
Do seu amor sem rival!
Na terra e céus, tudo brilha!
Tudo é luz e maravilha!
E os anjos clamam: — Natal!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A BÍBLIA



Extraído de Florilégio Cristão



És dos livros, um dos mais antigos, majestoso,
Elevando povos na compostura e na nobreza.
Logo, tudo se nos mostra mui sagrado, precioso.
Livro, tens como teu autor o Deus da Natureza.

Séculos, trevas, falsa luz, tudo vences glorioso,
Revelando a cada povo morto, com fraqueza,
A Verdadeira Vida, que só vem do Deus bondoso,
Para quem pratica o bem e odeia a torpeza.

Dizes mal: Aqui é o lugar; hoje é tempo do perdão,
Que do Novo Testamento é a nobre e rica herança.
E, como provas disso, dá-nos forças para a retidão.
Logo, neste Livro é que a minha alma descansa,
Liberta das coisas torpes, da sua antiga corrução,
Bíblia, do universo todo, és a única esperança!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

AS MÃOS DE CRISTO


De: Florilégio Cristão

Mãos de Cristo,
Mãos divinas de Carpinteiro...
Não imagino aquelas mãos
Forjando lanças, forjando espadas
Nem desenhando novo modelo de bombardeiro;
Aquelas mãos, as mãos de Cristo,
Foram as mãos de um Carpinteiro.
Mãos de Cristo, calejadas,
Lavrando cunhas,
Fazendo arados, lavrando a vida...
Não imagino aquelas mãos
Entretidas entre canhões,
Entre explosivos e entre granadas;
Aquelas mãos calejadas
Calejaram lavrando a vida.
Mãos de Cristo,
Mãos divinas de Carpinteiro...
Não imagino aquelas mãos
Brutalizando o labor humano,
Mas forjando a criação;
Aquelas mãos, mãos de obreiro
Edificando continuamente.
Entre as mãos febricitantes
Que fazem cruzadores e bombardeiros
Não estão as suas!...
As suas levam os sinais dos cravos,
Mãos heróicas de sacrifício;
Aquelas mãos, mãos feridas,
Fortes nervuras, mãos de aço,
São rijas mãos de Carpinteiro
Que quietamente modelam a vida!