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domingo, 1 de novembro de 2015

SUBIMISSÃO

Myrtes Mathias
Esta é a hora do obrigada apesar de...
Obrigada pela graça da submissão
que faz aceitar,
sublimar,
transformar num poema a dor que aflige.
É bom sentir Teu cuidado
de Pai severo e amoroso,
guiando filha pequenina e frágil.
Que importa eu chore?
“Jesus chorou.”
Um dia serei brilhante lapidado na Tua mão.
As pedras sofrem até tornarem-se cristalinas,
maravilhosas,
dignas de um Rei.
Sim, um dia chegarei a decorar,
assimilar,
gravar com lágrimas,
a frase linda que Teu Filho nos legou:
“... para servir, não para ser servido...”
Sim, um dia tudo será perfeito
e este coração, que sonha,
desencanta-se
e sofre,
não chorará mais,
não terá necessidade de correr em busca do seu Autor,
que tudo vê,
tudo pode
e a todos consola.
Que importa o presente,
quando se tem uma esperança linda?
Por tudo isto,
mesmo sem compreender:
- Obrigada, “Pai nosso, que estás nos céus,
seja feita a Tua vontade...”

sábado, 4 de maio de 2013

EU SOU LÉIA



Poema de Myrtes Mathias

Eu sou Léia,
a pretendida, não cortejada,
não amada como minha irmã.
Assim pensava
até o dia em que o Senhor meu pranto contemplou,
minhas lágrimas no silêncio conheceu,
um filho me deu.
Em relação ao amor, nada aconteceu
que pudesse ser notado na rotina
de minha vida.
Mas aqui dentro do coração, se fez a luz
e o que então me parecia cruz,
transformou-se num singular jogo de amor,
como um segredo que me faz sorrir
e cantar baixinho, quase num murmúrio,
mas tão doce que se algum ouvido estranho o escutar,
pensará:
lá está Léia, a mal-amada,
embalando o filho, com o seu eterno canto de ninar.
 Porque, de repente, Deus-Que-Vê
dá-me um novo ponto de vista
 uma nova dimensão das circunstancias, da situação,
do meu próprio destino
por que hei de andar chorando, com medo do que
possa acontecer?
com medo de ser comparada e perder,
cheia de ciúme e frustração?
Por que não aproveitar os momentos
em que comigo está o pai de meus filhos?
Este homem tão cheio de fraquezas
que vai ser transformado num pai de multidões?
Nesse grande destino que lhe está prometido,
sou parceira, principal, mãe de seus filhos,
que lhe darão netos, bisnetos,
mil gerações, que atravessarão a História,
com a mais linda história de amor de Deus.
Este Deus que hoje me visita, me ilumina,
renova meu entendimento,
transformando todo ressentimento num hino de amor,
não de conformação, mas de aceitação com alegria
do quinhão que a vida reservou pra mim.
Quando Jacó chegar, talvez nem possa notar,
mas de meus olhos sem brilho,
uma nova luz há de jorrar.
Luz que vem aqui de dentro, como uma fonte
de amor e gratidão,
pelo meu quinhão,
pelo meu quinhão:
não tão amada, mas a primeira,
não procurada, mas a verdadeira,
porque o Senhor, que vê, e “tem misericórdia
de quem quer ter misericórdia”,
se apiedou de mim, alegrou minha alma,
me faz cantar assim.
Dentro da limitação que me é imposta,
serei livre e espontânea no meu amor.
Não procurei em outro lugar consolo
não dividirei com outros o meu segredo.
Pensem de mim o que quiserem, falem o que lhes aprouver,
sintam até pena de mim:
não sabem que eu sou feliz, muito feliz.
Engrandecido seja o nome do Senhor,
que coloca em meu coração tal espécie de amor,
que se externa em mansidão, bondade, brandura,
simpatia, compreensão:
- Olha para mim, Jacó,
só há amor dentro de mim e uma eterna gratidão.
Tudo mais foi esquecido:
és meu marido, deste-me filhos,
sou mãe em Israel.
Um dia, os que de nós procederam hão de herdar
a terra prometida que mana leite e mel.
E nisso há um doce envolvimento,
um companheirismo que ninguém pode desfazer,
uma cumplicidade santa, que me encanta e me faz cantar.
E me faz livre para deixar livre o amor sempre escondido,
com medo de ser rejeitada e me machucar.
Mas em mim, agora, há o Espírito de Deus,
e “onde há o Espírito, há liberdade”.
Coloco nas mãos de Deus o meu agora.
Passa por Suas mãos o meu amor
e Ele o santifica, o faz lindo.
Me faz linda. Que o mesmo aconteça diante de ti.
Foi-se o temor. Aleluia!
Viverei intensamente cada instante de proximidade.
Não tenho mais medo de ser envolvida, de me envolver.
Nas mãos do Senhor está o meu destino, minha vida.
Coube-me este quinhão:
embalar teus filhos, cuidar deles,
são minha riqueza, minha herança, minha companhia.
Se não fosse por ti não poderia,
escrever essa canção, sentir esta alegria.
Não tenhas remorso, não sintas medo, não desvies o olhar.
Sou feliz. Sou agradecida.
Participo da vida, como vencedora.
Deus atentou para mim. Abriu-se o entendimento,
mostrou-me o quanto sou abençoada:
nunca mais deixarei que me julguem mal-amada.
Cessou o pranto. Sou rica, sou feliz e canto,
enquanto espero e descanso no Senhor.
Este é o meu hoje, o meu agora.
O que virá depois, hora após hora,
está nas mãos de Deus, o Senhor que cuida de mim.
Cuida de nós.
Amém!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

JESUS, ALEGRIA DOS HOMENS

Poema de Gioia Junior

Nesta hora em que, de novo, a guerra se prenuncia,
neste momento em que o povo não tem rumo, nem tem guia;
Ó Jesus, agora e sempre Tu és a nossa alegria!

Nesta hora seca e torpe, de vergonha e hipocrisia,
quando os homens apodrecem nos banquetes e na orgia,
nesta hora em que a criança atravessa a noite fria;
Tu és a nossa esperança, Tu és a nossa alegria!

Alegria manifesta, que brotou e se irradia
de uma simples e modesta e sublime estrebaria,
alegria nunca ausente,
alegria onipotente
que palpita para o crente
e faz dele um novo ser;
alegria cristalina,
doce, mística, divina,
que nos toma e nos domina
e nos enche de poder.

Tu és a nossa alegria! Santa alegria, Senhor,
que nos une e nos separa e nos fecunda de amor!
Por isso cantamos hinos, temos prazer no louvor,
até nas horas escuras do afastamento e da dor.

Cantai, ó povos da terra!
Trazei harpas e violinos,
oboés, cítaras, guitarras,
harmônios, címbalos, sinos,
clavicórdios e fanfarras,
coros de virgens e mártires, de meninas e meninos!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei avenas e tubas, flautas, flautins,
clarinetas, celos, clarins
e tambores
e metálicas trombetas e puríssimos cantores!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei pássaros e fontes, bulícios, rios e ventos,
rochas, árvores enormes, alvos lírios orvalhados, palmas viçosas luzindo,
sons da noite, vozes múltiplas dos animais e das águas,
das pedras e dos abismos, das florestas intocáveis
e dos mundos subterrâneos, sons da madrugada clara:
estalos de galhos verdes. Doces ruídos domésticos: talheres e louças brancas.
Sons de fábricas, ruídos de teares e bigornas, de madeiras e metais,
passos pesados de botas de militares eretos,
passos macios e quentes de rosadas colegiais.

Cantai, ó povos da terra!
Cantai de noite e de dia,
na tarde pesada e morna,
na manhã ágil e fria,
na aflição, ou na ventura,
ao nascer, ou na agonia:
Jesus - Senhor dos senhores,
Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O ECO

Poema de Gióia Junior (extraído de Florilégio Cristão)

O que posso fazer se a vida, a glória fez-ma
rotineira, a ilusão não muda, é sempre a mesma.
Que fazer se o prazer é sempre essa utopia
de um minuto feliz! A maior alegria
é ligeira, é fugaz como uma gargalhada,
... inunda a sala e cessa e volta para o nada...
Que fazer para ter alguma recompensa?
Mecânico e fatal o eco responde: ...pensa...

Pensar? Como, pensar? Perder a mocidade
no egoísmo sem razão dessa inutilidade...
Pensar apenas? Não, teria acaso um fim,
pensar, pensar, pensar... de mim e para mim?
Esgotar a existência em um plano ilusório,
sozinho usufruir da paz de um escritório?
Quero menosprezar a vida dissoluta...
Mecânico e fatal o eco responde:...luta...

Lutar... porque lutar... ver bandeiras ao vento,
tambores e clarim, galões e fardamentos,
ver o sangue jorrar em vis revoluções,
ver Césares, Pompeus, Felipes, Napoleões...
Lutar... porque lutar, se essa glória que embriaga
tem o brilho na aurora e no poente se apaga...
Quero mais, muito mais... quero a brasa que inflama.
Mecânico e fatal o eco responde:... ama...

Amar... amei a vida e a vida é tão ingrata...
“Traz o pó que alimenta o micróbio que mata”...
Não, de modo nenhum, permaneço na teima...
“A fogueira que aquece é a mesma que nos queima.”
Amar, de que nos vale amar se o amor é vário,
se ao beijo tem seqüência as dores do calvário...
Quero fugir do mundo e procurar a calma...
Mecânico e fatal o eco responde:... alma...

Alma... quando escutei essa palavra, quando
meditei, vi que havia uma força operando
além da compreensão... vi que o meu ódio acerbo
era a minha impotência ante o mando do Verbo.
Quando, porém, notei que a paz aurifulgente
está em nós firmada... algo puro, inerente
ao nosso próprio ser... chama viva e sagrada
que opera no interior sem depender de nada.

Alma... quando notei que em meu corpo carnal
morava um universo, uma essência imortal,
entreguei-me a Jesus e firmado em seu nome,
na vivificação matei a minha fome.
Pensei... soube pensar em seu reino... lutei
sem medo de derrota ao lado do meu Rei...
Amei aos meus irmãos. E agora em mim revive
a encantadora voz do eco bradando: VIVE!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ANO NOVO


Poema de Stela Camara Dubois, extraído de Florilégio Cristão

De cada dia a aurora renovada

Rompe da noite os negrejantes véus;

Sobre tufões, soalheiras e escarcéus,

A primavera surge, transformada.

Rejuvenesce a arvore, enflorada;

Apos as nuvens, se clareiam os céus;

E so se apossa o herói dos seus troféus

Sobre as ruínas da luta encarniçada!

O Ano Novo tem asas de esperanças!

Trajado vem com as vestes das bonança,

Que algemas quebram e anulam desenganos,

Para gritar, por vezes repetidas:

Fazei, dentro das vidas, novas vidas,

Dentro dos anos, outros novos anos!

domingo, 30 de dezembro de 2012

O ANO QUE CHEGA

Poema de Mário Barreto França - Extraído de Florilégio Cristão
Mais um ano que chega e outro que passa, Num misto de ventura e de saudade; Suplica-se do céu divina graça E o gozo de servir ao peito invade...
De joelhos em terra, a humanidade espera Do derradeiro instante do ANO VELHO, Há sempre confissões, na mais sincera Vontade de viver para o evangelho.. .
E quando, ao som de um cântico sagrado, Saúda-se o raiar de um ANO NOVO, Sobe a Deus, penitente do pecado E em místico louvor, a alma do povo.
Essa ingênua alegria das crianças Enfeita o coração da gente pobre, Que fica colorido de esperanças E de bondade se ilumina e cobre.
ANO VELHO que vais, boa viagem! ANO NOVO que chegas, sê bem-vindo, Para encher a alma humana de coragem, Para o mundo tornar mais justo e lindo!

sábado, 22 de dezembro de 2012

O ETERNO NATAL

Poema de Daria Glaucia, Extraído do Livro Antologia A Poesia do Natal
Organizado por Sammis Reachers

Abro o Livro, vovó, aquele livro
que você lia com ternura infinda,
e na mesma ansiedade de criança,
releio a velha história do Natal...
e lenta, lentamente, vovozinha,
as páginas virando, vou sentindo
de longa antiguidade, muito além,
um perfume sutil, que vem surgindo
das campinas floridas de Belém...
E sobe, pelo ar, suavemente
perdida na distância das alturas,
um murmúrio de vozes, vozes d’anjos
rasgando a espessa paz dessas planuras.
E, do fundo da noite constelada
vejo surgir — doce visão de luz,
a lâmpada de Deus — estrela linda
pra clarear a choça de Jesus!
 

Agora, vovozinha, o livro fecho,
mas vejo o mundo — livro colossal,
as velhas folhas denegridas, sujas
da poeira das guerras e do mal,
por séculos esparsas
como levadas por um vendaval!
Mas eu tenho, vovó, tenho esperança,
com a mesma fé dos tempos infantis,
que o mundo inda será um livro novo,
todinho de gravuras
e paisagens de rútilo matiz.
E trago ao coração uma certeza

que atravessou comigo toda a infância,
pura e sem igual:
— Um dia a divina criança de Belém
pequena se fará mais uma vez,
para caber em cada coração...
E na luz infantil da estrela santa
levaremos n’alma esta alegria,
quais sininhos da noite festival;
e, no mundo de Deus, linda, tão linda,
será eterna festa de Natal!

domingo, 16 de dezembro de 2012

NATAL

Poema de Brant Horta
Extraído de Florilégio Cristão

Jesus nasceu!

Num pequeno E humilde leito de feno,
Ei-lo coberto de luz.
É a luz do bem, da humildade,

Que envolve de claridade
O pequenino Jesus.
Natal! Natal! Que alegria!

Pastores em romaria
Vêm aos pés do Redentor.
E os reis Magos, enlevados,
Chegam de longe, guiados Pela estrela do pastor.
Não vem ao mundo num leito
De púrpura e de ouro feito,
Por entre pompas, mas eis
Que nasce pobre, sem manto
Que o envolva, sendo, no entanto,
Maior que todos os reis.
Rebanhos, flores e, em bando,

As aves vão proclamando:
— Cristo acaba de nascer!
Herodes, grande e potente,

Manda matar o inocente,
Mas Jesus tem mais poder.
Nasceu Jesus!

Todo o mundo Vai ver o poder fecundo
Do seu amor sem rival!
Na terra e céus, tudo brilha!
Tudo é luz e maravilha!
E os anjos clamam: — Natal!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NOITE DE PAZ

Poema de Mário Barreto França 
Extraído do livro A Poesia do Natal Antologia
Organizado Sammis Reachers

Toda a bondade, toda a esperança,
Que anima o velho e exalta a criança
No mesmo ideal,
Vem do teu berço, divino Mestre,
Que marca a nova era terrestre
No teu Natal.


Em qualquer parte do mundo inteiro
Há sempre um templo, sempre um pinheiro,
A anunciar
Que tu nasceste para que o mundo
Tivesse o ensejo grato e fecundo
De se salvar.


Em todo lábio que te agradece
Mais doce é o hino, mais santa é a prece,
Mais pura é a voz,
Pois nesta noite nasces de novo
Para a alegria de todo o povo,
De todos nós...


Ai! Quem me dera, Jesus bendito,
Que todo o mundo cansado e aflito
Quisesse ouvir
O teu apelo de todo o ano,
Para despir-se do ódio humano
E te seguir;
 

Seguir a estrela do teu ensino
Para tornar-se como um menino,
Que te bendiz
Na sua doce e casta alegria,
Na sua ingênua sabedoria
De ser feliz.
 

Que a tua nova, serena e boa,
Encha de graça cada pessoa,
Seja quem for;
Que na amargura mostre um sorriso,
E ache a promessa de um paraíso
No teu amor.
 

Noite de bênçãos feliz e linda,
Que o teu luzeiro rebrilhe ainda,
Rebrilhe mais,
Glorificando a Deus nas alturas,
E unindo todas as criaturas
Na tua paz!

POR CAUSA DA FLOR


Poema de Myrtes Mathias

Perguntaram um dia a um pedaço de argila
que exalava um suave odor:
- De onde te vem este perfume, se és apenas lama?
Ao que ela respondeu, humildemente:
- Morei muito tempo, perto de uma flor.


Por isso quero, tal como Maria,
demorar-me a Teus Pés, meu Salvador,
para mostrar depois, em cada ato,
que entre mim e Ti houve o contato:
como na história da lama e da flor.


Que a lama se desfaça sob a chuva,
ou que do sol se resseque ao calor;
no fundo dalma, onde Tu habitas,
haverá sempre a fragrância bendita:
como na história da lama e da flor.


Em Teu nome farei grandes coisas,
dessas que tornam o mundo melhor.
Se “tudo que é pobre e fraco se parece comigo”,
quero provar-lhes que, estando contigo,
se repete a história da lama e da flor.


E até que o mundo possa Te ver em mim,
como na argila o perfume da flor,
transformarei num hino a minha fraqueza:
feliz argila, pobre e sem beleza,
que por ser tão pequena faz seu Deus maior.


Pois quero, antes de voltar ao céu,
para reintegrar-me em Ti, meu Salvador,
ouvir dos lábios dos que sabem ver:
- Ela não teve um mérito sequer,
foi uma história simples de argila e Flor.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A BÍBLIA



Extraído de Florilégio Cristão



És dos livros, um dos mais antigos, majestoso,
Elevando povos na compostura e na nobreza.
Logo, tudo se nos mostra mui sagrado, precioso.
Livro, tens como teu autor o Deus da Natureza.

Séculos, trevas, falsa luz, tudo vences glorioso,
Revelando a cada povo morto, com fraqueza,
A Verdadeira Vida, que só vem do Deus bondoso,
Para quem pratica o bem e odeia a torpeza.

Dizes mal: Aqui é o lugar; hoje é tempo do perdão,
Que do Novo Testamento é a nobre e rica herança.
E, como provas disso, dá-nos forças para a retidão.
Logo, neste Livro é que a minha alma descansa,
Liberta das coisas torpes, da sua antiga corrução,
Bíblia, do universo todo, és a única esperança!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Há Momentos

Clarice Lispector

"Há momentos na vida em que sentimos tanto

a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la"
.


Com saudades do meu Paizinho.

sábado, 16 de junho de 2012

CRUCIFICADO COM CRISTO


Extraído de Florilégio Cristo

Tradução de Werner Kaschel

Senhor!
Quando me sentir cansado de lidar,
E pesados parecerem os teus mandamentos;
Se minha cruz levar-me a reclamar,
Então, Senhor, mostra-me tuas mãos,
Tuas mãos feridas
Pelos pregos,
Pungidas
Pelos pregos 
— Meu Salvador, mostra-me as mãos! Cristo Jesus!
Se além meus passos resvalarem
E eu me dispuser a voltar atrás;
Se desertos e espinhos me fizerem lamentar,
Então, Senhor, mostra-me os pés,
Teus pés sangrados,
Teus pés rasgados
Pelos pregos 
— Meu Jesus, mostra-me os pés!
Senhor!
Quando me encontrar profundamente ferido
Pelo batalhar e labutar do dia
E começar a me queixar do meu sofrer,
Então, Senhor, deixa-me ouvir tua voz,
Dizendo: "Contempla o meu lado,
O meu lado varado
Pela lança,
O meu lado Trespassado
Por tua causa, meu amigo.
"MEU DEUS, COMO ME ATREVERIA EU
A MOSTRAR-TE MEUS PÉS E MINHAS MÃOS?